DN(A) pouco compatível
19.3.09«O DN "ocupa hoje na Internet um lugar que não é compatível com o prestígio do jornal", explicou João Marcelino, acrescentando que o objectivo é "chegar ao topo" da lista de sites de notícias mais vistos.»
A curiosidade era grande e, ao que consta, também a ambição. Porém, sobre o remodelado website do diário da Controlinveste, parece-me que saem goradas as expectativas. Esperar tanto tempo para fazer “mais do mesmo” – The New York Times, The Washington Post, El País, Marca (desportivo) – não augura fidelidade por parte dos cibernautas. Para além de uma front page com excesso de informação, temos um scroll demasiado prolongado (e fico-me por aqui).
Como já pude túitar “mais do que falar bem ou mal, interessar-lhes-á que se fale. As visitas iniciais estarão garantidas. Já "fregueses" assíduos, duvido.”
Num período em que são rápidas as mutações na Internet, o novo formato do diário on-line acaba por ser tudo menos novo.
“J” do futuro
18.3.09Acabo de ler um diferente, precisamente em sentido inverso.
«(…) acredito nos jornais e no futuro, embora os jornais tenham de oferecer excelência em tudo: impressão e grafismo, mas sobretudo nas histórias escritas e fotografadas por profissionais de excepção. Os leitores vão ao encontro de nomes, de referências, de quem possa atestar por si a qualidade impressa. O jornalismo aos jornalistas.» CARVALHO, Luiz. “Os jornaleiros arautos da desgraça” in Instante Fatal.
Gestão de crise
5.3.09Primeiro: “Jogadores do Estrela têm seis meses de vencimentos em atraso e acusam direcção de não cumprir as promessas que têm vindo a ser feitas.” Impressionante este grupo. Há tanto tempo sem receber e ainda cometem a proeza de chegar às meias-finais da Taça de Portugal (a disputar com o Porto)! Se fosse um ou dois meses, ainda tolerava o facto de ser uma actividade, profissional, onde se ganha muito. Não é (este) o caso.
“Os jogadores questionam ainda por onde anda o dinheiro referente à passagem às meias-finais da Taça de Portugal e que o próprio presidente designou por Euromilhões. Pelo meio, acusam ainda os responsáveis do clube da Amadora de procurarem desresponsabilizar-se, atribuindo sistematicamente a terceiros a culpa pela situação actual.” Apesar do sucedido, os profissionais continuam a ser isso mesmo. Se são produtivos e cumprem com a sua função, não caberá a outros a responsabilidade do actual estado do clube? Terão que continuar a ser eles a sofrer com as consequências de alegada má gestão?
Segundo: “Sindicato acusa a “má gestão” das empresas e promete lutar contra a criação de uma equipa única de fotógrafos para os diferentes jornais.” A crise agora é desculpa para tudo. Até para despedimentos colectivos. Estão na ordem do dia. Quem também se tem visto envolvido neste fenómeno, são os “fazedores de notícias” (no sentido de artesãos, modeladores de uma matéria-prima, que são os acontecimentos).
Mais uma vez, paga o elo mais fraco. Outro sector que não se percebe. As empresas/grupos estão em dificuldades, mas quem as provocou (ou não as soube gerir correctamente)? Os jornalistas, cujo trabalho é recolher e tratar notícias? Aqueles que vivem em situações precárias? Que perderam alguns apoios sociais e que por vezes até são agredidos no desempenho da sua profissão? Ou não deverão ser (mais uma vez) os gestores e/ou administradores a responder em primeiro lugar?
“Reformado do JN há oito anos, César Príncipe [jornalista] acusou a Controlinveste de estar a atirar para os ombros dos trabalhadores os custos da má gestão. “O JN foi desde a década de sessenta um projecto vencedor. Se agora se tornou no segundo [o Correio da Manhã lidera] a culpa não é dos trabalhadores, mas dos responsáveis destes grupos de circunstância que assumiram as rédeas do poder e descaracterizaram o jornal””.
E já agora: os gestores e/ou administradores ganham substancialmente mais do que um comum colaborador, certo? Se calhar porque têm mais responsabilidade, certo?
Quando os “grandes” seguem os “pequenos”
12.2.09U. Leiria sem derrotas em 2009
Ano novo vida nova
Foto: Cássio festeja golo
Legenda: “Cássio marcou três golos no último jogo e já é o melhor marcador da equipa”
Entrada: “Duas vitórias e um empate, em três jogos, são o saldo da U. Leiria, em Janeiro. No primeiro dia do mês seguinte, nova vitória na Liga de Honra (ver resultados). Uma boa entrada no novo ano, que poderá moralizar a equipa rumo ao objectivo que definiu no início da época: subir de divisão.” in O Mensageiro, 5 de Fevereiro, p. 15
Depois do reveillon tudo corre bem para a União de Leiria
Ano novo, vida nova
Foto: Cássio festeja golo
Legenda: “Golos de Cássio fazem acreditar na subida de divisão”
Entrada: “Cinco jogos, quatro vitória e um empate. O maior activo da SAD, Fernando, foi vendido, mas o substituto Ricardo tem estado em grande na baliza. O ponta-de-lança Cássio afinou a pontaria, marcou cinco golos e foi eleito jogador do mês da II Liga pelo Sindicato dos Jogadores. Surge, também, Mamadou Tall, jogador do Burkina Faso, que passou de não convocado a esteio defensivo.” in Jornal de Leiria, 12 de Fevereiro, p. 41
Deliciei-me, sobretudo com a leitura. Não que o primeiro título – mais antigo que o segundo, mas com uma estrutura mais reduzida – tenha detido qualquer exclusivo. Simplesmente explorou um ângulo diferente, na sequência de mais um jogo. Foi de tal forma “interessante” a abordagem, que o segundo resolveu seguir as pisadas do primeiro. Espaço a mais ou escassez de notícias?
Para quando um clássico sem casos?
10.2.09Primeiro, o Sporting x Porto, para a Taça da Liga, jogo em que apenas vi os lances chave. Entre eles, duas grandes penalidades que não existiram (ainda que a primeira tenha sido mais flagrante que a segunda). Acabou por ganhar (4-1) a equipa da casa, como já se esperava, atendendo às circunstâncias que envolveram o calendário de ambas as equipas, preparação física, rotinas e local do jogo.
Seguiu-se o Porto x Benfica, para a Liga, com novo protagonismo do árbitro. Sai mais uma grande penalidade. Ainda se poderia admitir um mau posicionamento do árbitro, para a decisão infeliz, no entanto, não foi o caso, já que este se encontrava a cerca de dois metros e de frente para o lance. Portanto, só ele é que viu motivos para assinalar a grande penalidade. No final, deu empate (1-1), justo, num jogo em que a equipa que estava em vantagem não merecia sair do "Dragão" com os três pontos, diga-se.
Contraditório foi o técnico azul-e-branco, ao afirmar que espera, contra o Sporting, conseguir "um resultado mais feliz do que o desta noite." Correcção, mister Jesualdo, se houve uma equipa feliz no Porto x Benfica, foi a sua. Pode agradecer ao "S. Pedro (Proença)".
JORNALICES take dois
8.2.09Alguns interregnos depois, regressa para ser um espaço de debate, para os que quiserem abordar o assunto. Estudantes, docentes, profissionais e/ou apaixonados do jornalismo… Depois de ler alguns testemunhos e preocupações dispersos pela worl wide web, considerei que seria útil juntar, no mesmo espaço, todos os contributos, importantes, que aqui e ali vão surgindo.
Nós por cá
3.2.09Há dias, fui interpelado por uma colega de praça, que já anda nestas andanças há muito mais tempo, que exclamou: “és a única pessoa que critica os meus trabalhos!” Surpreendido, ouvi ainda: “…mas ainda bem.” A troca de impressões prolongou-se por alguns minutos, onde a auto-regulação, porque era disso que se tratava, foi abordada. Isto porque a comunicação social também tem a sua “ASAE”… ou pelo menos, assim pretende ser.
Hoje, tive acesso a duas reflexões interessantes: uma sobre a precariedade no meio e outra sobre o próprio meio, segmentada ao nível regional. Estas, fizeram-me recuar precisamente uma semana, naquele que foi um dia particularmente activo, com a apresentação do estudo sobre a radiodifusão local apresenta novos dados de análise para o sector, antecedido do arranque de um ciclo de encontros com a imprensa regional, cujos conteúdos apresentados, tive hoje acesso.
Nada de novo é o que me apraz dizer. Uma visita ao website da entidade e ter-se-ia acesso às preocupações existentes, bem como às diligências tomadas. Por outro lado, do falar ao concretizar as directivas sobre publicações de textos de resposta e de rectificação na Imprensa ou Publicidade em Publicações Periódicas, vai uma grande distância. Para tal, seria necessária a mobilização de todos: dos profissionais, que deveriam de ser os primeiros a dar conta dos incumprimentos (auto-regulação), dos leitores, telespectadores e ouvintes, que, na generalidade, pecam pela passividade (também se admite ignorância sobre determinadas matérias), e, por fim, da própria entidade, que deveria de reforçar a atenção nos órgãos sedeados nos pequenos centros. Estes, precisamente por não serem tão mediáticos como os nacionais, poderão ser os principais incumpridos (por desconhecimento da lei, o que é grave, ou má-fé, que ainda é pior). É só ler algumas deliberações referentes a títulos regionais, para se perceber as “borradas” que se vão fazendo aqui e ali, só porque se é proprietário ou director do jornal XPTO e, por isso, não há satisfações a dar a ninguém (e aos leitores, para quem se escreve e se assume um compromisso – Estatuto Editorial?).
Estava para escrever mais umas linhas, de outros fenómenos que se vão assistindo, mas fica para uma próxima oportunidade.
Ele há profissões do catano
26.1.09A imagem, cedida por um desses congeladores de instantes, João Matias, é do U. Leiria x Beira-Mar (2-1).
.agenda-bulding to agenda-setting.
20.1.09Custará assim tanto identificar as fontes? Serão estas (1 e 2) “de segunda”?
.crises? where?!.
14.1.09|€| 52.980,74 euros! Vamos às contas: seis vezes 2903,06 euros, mais catorze vezes 2540,17 euros, dá exactamente o resultado indicado no início. Ora, este é o bolo que uma autarquia deste nosso querido Portugal irá despender, mensalmente, em remunerações dos directores de departamento (6) e chefes de divisão (14) que pretende contratar - o ordenado mínimo nacional, para 2009, foi fixado, em Diário da República, nos 450 euros.
Tacho(s) à vista (bem, pelo menos sempre são menos 20 pessoas no desemprego)?
.job: football player.
25.9.08Segundo a notícia, o seu patrão, a Juventus, pretende despedi-lo, alegando uma lei existente em Itália, que permite a rescisão do contrato no caso de seis meses de inactividade. Ao que parece, até 2010 (término do vinculo contratual), o clube pouparia uns milhares de euros em ordenados.
Colocou-se-me de imediato a questão: um empregador despede assim um funcionário, porque considera longa a recuperação do mesmo, após um acidente de trabalho?
Não é caso novo. Conheço um, próximo e por cá, em que sucedeu tal e qual. A profissão não era a de futebolista, portanto, com uma diferença remuneratória abismal (do género, ordenado mínimo). É apenas uma gota num oceano que parece estar a encher-se de falta de protecção laboral. O(A) funcionário(a) é, cada vez mais, visto como uma máquina. Tem que produzir, caso contrário, “lixo”.
.what i’ve learned.
11.9.08|!| A caminho dos cinco anos de jornalismo e próximo de concluir formação superior na área. São alguns anos de aprendizagem, que nunca têm fim. Exemplo disso, é a reflexão que faço, no seguimento do conteúdo deste post e a opinião que o precede.
Por vezes, há a tendência de se confundir o cidadão do profissional. No caso, a pessoa é sempre vista como jornalista: 24 horas por dia, 365 dias por ano. Este(a), está sujeito a um código deontológico, é regulado(a) e, na sua essência, o que deve reportar são factos (ponto). Contudo, enquanto cidadã(o), vive numa sociedade onde impera a liberdade de expressão. Obviamente que, cada um com a sua, está sujeito às consequências, quando esta passa do foro privado ao público.
O cidadão “A”, que por acaso até é agente da autoridade, pode não concordar com determinada regra, de trânsito, por exemplo, mas, enquanto profissional é obrigado a regular que a mesma seja aplicada. No entanto, enquanto civil, pode quebra-la… com as devidas consequências que a sociedade lhe imporá. O mesmo sucede neste caso: o cidadão expressou a sua opinião e alguns membros da sociedade censuram-no (outros não).
Concluindo, confundir a pessoa com a sua actividade profissional, é estar a pedir-lhe que seja escravo(a) da mesma. Penso eu de que.
.where are you, robin wood.
4.9.08Estas são, segundo a revista Sábado, as remunerações mensais de algumas das figuras públicas do nosso querido Portugal (não falo nos reformados famosos, porque não me apetece digitar mais zeros). E quem paga o ordenado deste senhores? O contribuinte, está claro, seja ele rico ou pobre.
Como ouvia há dias alguém dizer: “por este andar, Portugal começa a assemelhar-se ao Brasil, onde não existe classe média!” Sinceramente, envergonho-me, enquanto português, ao ver figuras, com todo o respeito, como um apresentador de televisão, que ganha quase seis vezes mais que o Presidente da República e uma, entre muitas, actriz que leva para casa, ao fim do mês, bem mais que o Primeiro-ministro!
Caro Sócrates, da próxima vez que pensar em pedir aos portugueses que apertem o cinto, faça o seguinte: chame à Assembleia da República alguns cidadãos portugueses, cuja actividade profissional seja apresentador(a) de televisão ou actor/actriz, por exemplo. Acho que assim resolve, rapidamente, parte substancial dos desníveis de Portugal. Obrigado.
.?!?.
28.8.08Terei lido bem? Em que é que ficamos: a cidade do Lis virou a mais importante metrópole do país ou ganhou um largo novo?
.new hope(?).
19.8.08|!| A propósito de uma das novidades, que tem estado na agenda pública, o MEP – Movimento Esperança Portugal, recordei há dias, através do JN, “Os Nove da Aldeia das Dez”, uma reportagem que vira há uns tempos na SIC.
Não é por nada, mas vale a pena parar cerca de oito minutos. Quando andam cerca de 10 milhões de pessoas a falar em crise, fica o exemplo desta família, que tem aquilo que tudo o ser humano busca incessantemente: ser feliz. Ou como diria a Floribella: “não tenho nada, mas tenho, tenho tudo!” Não é sonho, é realidade.
.amén.
7.8.08.nice club.
31.7.08.oh what a world (or country).
4.7.08|!| Aumentos e mais aumentos. Barril de crude, combustíveis e transportes públicos. Apenas três exemplos dos temas que dominam a agenda mediática, ao qual juntaria um quarto aumento: o da estupidez. A estupidez do rumo escolhido para/pelo nosso sistema educativo. Facilitismos no secundário, nos exames nacionais e até nas universidades. O patrão (ou a patroa) manda e os subordinados obedecem (ainda que muitos deles se vejam envolvidos numa teia em que, em alguns casos, a precariedade fala mais alto).
Mas que raio de País está a ser edificado (ou melhor, que está a tentar ser reerguido)? É assim que se sai da crise, pintando a vida de cor-de-ros(inh)a (vamos lá facilitar a vida aos homens de amanhã, aumentando-lhes as médias, para que assim meio Portugal ande mais contente)? Que futuras gerações estão a ser preparadas?
A vida não é cor-de-ros(inh)a. Por vezes branca, outras preta e, de vez em quando, do tipo arco-íris.
No caso do sistema educativo, a fasquia deve estar lá em cima. Além de combater a preguicite aguda, ajuda a formar pessoas inteligentes, empenhadas e activas, ou seja, os futuros empresários e gestores (os quais se espera que dêem continuidade à recuperação económica do País e combatam o défice). Quem quer, quer, quem não quer, não quer. Portugal também precisa de varredores, empregados fabris, pedreiros, domésticas...
A este propósito, vale a pena ler o artigo «Carreira», de João César das Neves, uma visão pragmática da realidade. Chega de contos de fadas. Estes têm o seu lugar, mas apenas enquanto somos crianças. E a questão é mesmo essa: as decisões, o dar aquela passo, crescer, são os “papões” dos graúdos, que gostavam de ser sempre miúdos.
«Ai Portugal, Portugal. Do que é que estás há espera…»
.m(in)ister engineer.
27.6.08|€| «Lisboa, 27 Jun (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o Governo se empenhará em dotar com o melhor da engenharia e da arquitectura portuguesa o Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário, que se desenvolverá até 2015.»
Estamos a falar de cerca de 209 milhões de euros, para requalificar 26 estabelecimentos de ensino, já no próximo ano.
Atendendo à crise que o País atravessa, fica a sugestão: o senhor primeiro-ministro trata dos projectos e o Governo poupa uns trocos valentes, que podem ser canalizados para outras áreas, também elas importantes, como a saúde e o emprego. E esta, ein?!
.champions place.
22.6.08O sucesso da Taça da Europa em 2005 e 2008, bem como todo o ambiente que envolveu ambas as edições, prova que afinal o Estádio Municipal de Leiria está aí para dar que falar, sobretudo porque é uma forte hipótese para a prova do próximo ano. Oxalá.