Mais por ali do que por aqui
20.4.09Ser(-se) avesso à mudança
26.3.09«É mais fácil comunicar em tempo de crise. Há menos ruído porque há mais pessoas/empresas a meterem a cabeça na areia.»
Ou ainda:
«Quando todos forem ambiciosos, tenha medo. Quando todos tiverem medo, seja ambicioso.»
Tudo para dizer que há momentos na vida em que é preciso um misto de prudência e audácia. Ou citando o evangelista Mateus (10, 16): “sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.”
Neste contexto, alguém – que não eu – considerou que há percursos de vida que merecem ser partilhados. Talvez pense(m) que são úteis para a sociedade.
DN(A) pouco compatível
19.3.09«O DN "ocupa hoje na Internet um lugar que não é compatível com o prestígio do jornal", explicou João Marcelino, acrescentando que o objectivo é "chegar ao topo" da lista de sites de notícias mais vistos.»
A curiosidade era grande e, ao que consta, também a ambição. Porém, sobre o remodelado website do diário da Controlinveste, parece-me que saem goradas as expectativas. Esperar tanto tempo para fazer “mais do mesmo” – The New York Times, The Washington Post, El País, Marca (desportivo) – não augura fidelidade por parte dos cibernautas. Para além de uma front page com excesso de informação, temos um scroll demasiado prolongado (e fico-me por aqui).
Como já pude túitar “mais do que falar bem ou mal, interessar-lhes-á que se fale. As visitas iniciais estarão garantidas. Já "fregueses" assíduos, duvido.”
Num período em que são rápidas as mutações na Internet, o novo formato do diário on-line acaba por ser tudo menos novo.
Jornalismo: Novos Desafios
7.3.09Este primeiro parágrafo é um ponto de partida para um trabalho de investigação que estou a desenvolver, no âmbito de uma das unidades curriculares do último ano de Comunicação Social e Educação Multimédia. Por conseguinte, todos os contributos são bem-vindos, sejam de jornalistas, de docentes ou de estudantes (pedro.jeronimo[at]iol.pt).
Há uma primeira vez para tudo
10.2.09Exceptuando as horas impróprias de edição e um timbre pouco adequando a esta realidade, eis o resultado da primeira experiência…
Novos media
6.2.09Já aqui registei um dos muitos olhares atentos às mutações que ocorrem, a cada instante, na “aldeia global”, ao nível da comunicação. A Internet é a principal ferramenta. Mas não é uma qualquer.
Luiz Carvalho fala de “uma nova tecnologia para uma nova linguagem”, ao nível da comunicação, ao relatar uma experiência vivida esta tarde. Curiosamente, acabamos por nos encontrar e falar sobre um ou outro tema relacionado com a profissão, mas sobretudo do motivo que levara a Leiria: jornalismo on-line.
Uma realidade que ultrapassa fronteiras geográficas e demográficas, graças à multimodalidade que nos leva à “emoção da notícia”.
Jornais, jornalistas e as novas realidades
31.1.09Diz que se levanta às 6h00, todos os dias. Não gosta que lhe chamem desempregado, antes, freelancer empreendedor. Há quem diga que, em Portugal, é quem mais percebe de web 2.0. Tem formação em jornalismo e as mutações nos media interessam-lhe particularmente. O Lago. Clic it.
New begining
24.1.09.hard-news.
15.1.09“Cerca de 7000 jornalistas em Portugal. Para quê?!”, já dizia o Show Business.
.crises? where?!.
14.1.09|€| 52.980,74 euros! Vamos às contas: seis vezes 2903,06 euros, mais catorze vezes 2540,17 euros, dá exactamente o resultado indicado no início. Ora, este é o bolo que uma autarquia deste nosso querido Portugal irá despender, mensalmente, em remunerações dos directores de departamento (6) e chefes de divisão (14) que pretende contratar - o ordenado mínimo nacional, para 2009, foi fixado, em Diário da República, nos 450 euros.
Tacho(s) à vista (bem, pelo menos sempre são menos 20 pessoas no desemprego)?
.resistence.
9.1.09Terminou a primeira parte da maratona. A segunda virá com o segundo semestre. Mais uma fase a percorrer por pura carolice. Por querer deixar uma marca, a de quem pretende por a render alguns talentos que recebeu, da pouca experiência que adquiriu, colocando-os ao serviço dos outros. Simplesmente porque não apetece seguir a direcção do facilitismo, sabendo que isso implicará, mais uma vez, um esforço redobrado. Vale pela paz que atinge a alma – ainda que com uma carcaça frágil – e que faz toda a diferença.
Um bom ano para todos! Are you ready? Falamos depois…
.fotojornalismo(s).
16.12.08
|!| “Os clics da mudança” é o título de um trabalho realizado para a unidade curricular de Teorias da Notícia, que serviu para reflectir sobre alguma da cobertura fotojornalística efectuada às últimas eleições nos EUA. Já não foi a tempo de ser citado no referido trabalho, contudo, aqui ficam os agradecimentos.
Existem algumas "teorias" que distinguem fotógrafo de fotojornalista. Para ti, o que é ser jornalista, utilizando como ferramenta a imagem?
Eu sou contra "teorias". O fotojornalista no sentido mais lato da palavra será sempre um fotógrafo. Não entro por "guerras" que alimentem o contrário, sabendo que muitos profissionais do fotojornalismo vêem as coisas por outro prisma.
Para mim, ser fotojornalista, é poder ter o privilégio de mostrar ao Mundo a minha visão de um dado acontecimento. É estar no sítio certo e à hora certa para captar a imagem que quero que os outros vejam.
Uma boa imagem tem sempre a força suficiente para agarrar o público e é por aí que trilho o meu caminho.
Que análise e perspectivas para o fotojornalismo em Portugal?
O problema do fotojornalismo em Portugal, contrariamente ao que se passa um pouco pelo Mundo fora, é o facto de em Portugal não se dar o verdadeiro valor ao "ser" fotojornalista.
Um fotojornalista em Portugal não consegue mostrar ou provar o seu valor. Os empregos são precários, não há oportunidades. Os grandes grupos económicos que gerem a imprensa escrita escolhem muitas vezes os fotojornalistas como o elo mais fraco da redacção. E, mais tarde ou mais cedo, vão com certeza arrepender-se disso.
Dá-se sempre mais valor ao jornalista redactor do que ao jornalista fotógrafo. Tudo em nome da contenção de despesas. No meu entender, uma opção errada.
Hoje em dia, os redactores, mesmo que com dificuldades, conseguem entrar nos quadros de um jornal ou revista. Os fotojornalistas vão em sentido oposto. Cada vez mais são colaboradores ou conseguem um vínculo precário.
Porquê um espaço na World Wide Web?
O blog Fotojornalismos foi criado em 2004 com o intuito de ocupar um espaço vazio na internet. Escolhi a blogosfera para falar de fotojornalismo. Mostrar o meu e o fotojornalismo dos outros, daí a escolha pelo nome no plural.
É um projecto que quero continue a crescer e se torne cada vez mais num espaço de discussão pelos intervenientes da classe.
Do teu percurso profissional, qual o registo que congrega tudo aquilo que deve ser uma fotografia para publicação num órgão de comunicação social (no fundo, do teu portefólio, qual é "a foto")?
Bem, não gosto muito de falar acerca do meu trabalho dessa forma como me perguntas. Eu não tenho a "foto". Isso é algo que, em mim, está sempre em constante mutação. Procuro a "foto" em todos os trabalhos que faço de modo a conseguir concentrar-me e ser sempre profissional. Amo o que faço e como tal tenho de estar sempre alerta.
Agora posso adiantar-te que tenho um carinho especial por alguns dos meus trabalhos, como a reportagem fotográfica que fiz no Incêndio na Serra de Sintra em 2007 e com a qual fui agraciado com uma Menção Honrosa na Categoria de Reportagem Noticiosa no 8º Prémio Fotojornalismo Visão/BES.
Gostei também de fotografar a 69ª Volta a Portugal em Bicicleta, a Taça da Europa em Atletismo 2007 em Milão e uma entrevista a Simone de Oliveira este ano. Podia estar a falar de mais um ou dois trabalhos mas destaco estes.
.five-year-journalism.
9.12.08Duzentas e cinquenta e cinco edições depois, tantas histórias (ou estórias? – questionava-se ainda hoje) para contar… Parece que a aprendizagem é alargada, mas a sensação que tenho é que esse muito… é muito pouco. Aprender, comunicar, aprender.
(Curiosamente, neste dia dei com estes cinquenta e cinco minutos de entrevista, que vale a pena ouvir).
.barac vs john.
22.10.08A economia, principal preocupação dos norte-americanos, esteve no centro das atenções no início do segundo debate televisivo entre os candidatos à Casa Branca, que decorreu em Nashville, Tennessee, no passado dia 7, e no qual abordaram alguns nomes que têm em mente para o Tesouro. Com uma fortuna estimada em 62 mil milhões de dólares, Warren Buffet é o mais desejado por ambos os candidatos. Porém, o dono da companhia Berkshire Hathaway – os principais negócios são os seguros, incluindo a análise de concessão de crédito à habitação – é assumidamente apoiante de Obama. “Será uma escolha muito boa. Estou satisfeito por contar com o seu apoio”, afirmou o candidato democrata, no decorrer do debate. Já McCain, “respondeu” com outra hipótese, Meg Whitman, uma das mulheres mais poderosas do sector tecnológico mundial, face ao notável trabalho desenvolvido nos últimos dez anos, em que esteve à frente do site de leilões eBay. “Aprecio Meg Whitman. Ela sabe como criar empregos”, afirmou o candidato republicano.
Warren Buffet, 78 anos, é natural do Omaha, Nebraska, e formou-se em economia, na Escola de Negócios de Colúmbia, onde teve como professor de mestrado o influente economista Benjamin Graham.
Meg Whitman, 52 anos, é natural de Long Island, Nova Iorque, formou-se em Princeton, em economia, e tem um MBA em Harvard. A confirmar-se a escolha, será a segunda mulher na lista de McCain, depois da candidata a vice-presidente Sarah Palin.
Soluções dos candidatos
No sector da economia e dos impostos, Barac Obama quer ajudar as famílias da classe média, que lutam contra o aumento dos preços e os ordenados estagnados; reformar o sistema de saúde e a educação, e investir na investigação científica para aumentar a produtividade e o crescimento. Opõe-se a cortes nos impostos para lá de 2010; quer tornar as pensões de alimentos em caso de divórcio mais razoáveis e reavaliar os benefícios fiscais atribuídos à franja da população que mais dinheiro recebe.
Por seu lado, John McCain, aponta para a redução dos impostos à classe média, mantendo a redução nos impostos proposta por Bush, mas reduzindo a despesa do Estado. Pretende reformar a segurança social.
Obama (sempre) na frente
De acordo com uma pesquisa da rede ABC News e do jornal Washington Post, Obama tem 53% da preferência do eleitorado, enquanto McCain tem 43%.
Entre os eleitores que consideram a economia o assunto mais importante das eleições, 62% dizem que votarão em Obama, enquanto apenas 33% preferem McCain.
.amén.
7.8.08.nice club.
31.7.08.managing the flow.
9.7.08|§| «Relação Públicas é a actividade e o esforço deliberado, planeado e contínuo, para estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos de pessoas a que esteja, directa ou indirectamente, ligada.» (in Wikipédia)
Ora, olhando para a pauta e vendo um 2, seguido de um 0, deduzo que o senhor professor entendeu que um dos seus alunos ficou a perceber a matéria... toda. Será?
.champions place.
22.6.08O sucesso da Taça da Europa em 2005 e 2008, bem como todo o ambiente que envolveu ambas as edições, prova que afinal o Estádio Municipal de Leiria está aí para dar que falar, sobretudo porque é uma forte hipótese para a prova do próximo ano. Oxalá.
.gobbledigook.
17.6.08.academic steps.
16.6.08O percurso já vai longo – 22 anos – e são poucos aqueles que não se esquecem. Pela simpatia, pela pedagogia e pela empatia. Nesta fase, de poucos meses, somam-se mais dois à curta lista. Porque há pequenos instantes que fazem a diferença e escolhas que valem realmente a pena. Obrigado!