vitamina K
Prescrita para todos os sexos e idades, pode tomar-se a qualquer hora do dia.
Não lhe são conhecidos efeitos secundários.

.retenção do bilhete de identidade.

9.6.06
|~| Tem-se verificado que muitas empresas estão a reter abusivamente o BI da pessoa que as visita (a pessoa para entrar na empresa para prestar um serviço, é obrigada a deixar o BI na recepção).

Este comportamento tem levado a que apareçam situações em que os dados do BI são copiados, sendo depois falsificado (os mesmos dados mas com uma nova foto). Pedidos de empréstimos que nunca são pagos, são apenas um exemplo.

Devido a este facto, existe uma lei – BRN nº 6/2003 – que regulariza este tipo de procedimento. Entre outras coisas, a lei refere que “a conferência de identidade que se mostre necessária a qualquer entidade (...), efectua-se no momento da exibição do bilhete de identidade, o qual é imediatamente restituído após a conferência”, esclarecendo ainda que “é vedado a qualquer entidade pública ou privada reter ou conservar em seu poder bilhete de identidade, salvo nos casos expressamente previstos na lei ou mediante decisão de autoridade judiciária”.
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.a mais bela vergonha do mundo.

8.6.06
|| A ideia era boa, era! O projecto era grandioso, a mulher portuguesa sentiu-se lisonjeada e acorreu em massa ao Estádio Nacional para formar a bandeira das mulheres.

Nos dias que precederam a festa, as facilidades multiplicaram-se: haveria transporte e alimentação gratuitos para todas e ainda os pequenos brindes que todas gostaríamos de trazer para os filhos que ficaram em casa com o pai. Fomos de todo o país, do Minho ao Algarve e até das ilhas! Até nos pediram para levar o lenço de minhota!

O pior foi que os senhores da (des)organização não sabiam que em Portugal havia tantas mulheres e ficaram atarantados (como dizemos à boa e velha maneira minhota) quando elas invadiram o estádio aos milhares. O transporte, tivemos; e o resto? A alimentação nem a vimos, ou, se alguém a viu, não fomos todas; só as que chegaram primeiro, porque estavam mais perto.

Debaixo das altas temperaturas que se fizeram sentir e do sol que nos escaldou as cabeças, não havia que comer e a água estava exposta dentro do recinto da festa sem nos ser distribuída. Quando a pedimos aos organizadores que ufanamente exibiam o seu crachá, como se fossem donos do mundo, ninguém a queria dar. Tivemos que gritar em coro "Queremos água! Queremos água!". Muitas entraram em pânico, muitas desmaiaram com o calor e a fome. Valeram os bombeiros de Linda-a-Pastora (bem hajam!), que a todas socorreram com carinho e atenção.

Sabem então o que fizeram os "festeiros"? Começaram a atirar garrafas de água pelo ar, por cima das nossas cabeças. Quem apanhou, bebeu, quem não apanhou, passou sede. Vi pessoas que partiram as cabeças com garrafas que vieram pelo ar; vi pessoas que magoaram os dedos ao tentar apanhá-las; vi milhares atropelarem-se bancada abaixo, porque estiveram mais de quatro horas sem comer e essencialmente sem beber nada, expostas ao sol tórrido; vi o pânico e a raiva multiplicarem-se. Os bombeiros não tiveram mãos a medir!

Entretanto, o senhor animador anunciava repetidamente ao microfone que todas iríamos participar na formação da bandeira; poderíamos estar sossegadas nas bancadas que todas iríamos ser chamadas; haveria lugar para todas... Todas!

Por volta das 16h, quando as mulheres se aperceberam de que a bandeira já estava em formação, muitas se precipitaram para o acesso ao relvado, sem regra. Umas entraram, outras não. Muitas vieram embora (como eu) sem querer saber sequer da bandeira, revoltadas com o desprezo e a mentira a que foram votadas.

Eu levantei-me às 4h da manhã de sábado, deixei os meus filhos com dois e sete anos com o pai em casa, fui de Caminha a Lisboa para ser enganada, gozada e maltratada. Como eu, também o foram todos os milhares de mulheres a quem prometeram que iriam participar na bandeira e não contaram. Como eu, também o foi a senhora a quem deu uma trombose no recinto que se repetiu na viagem de regresso, dentro do meu autocarro, ao voltar para casa devido a problemas de saúde antigos agravados pelas más condições a que foi sujeita durante o dia. Foi tudo tão bonito e emocionante na televisão!

Nunca mais tratem assim a mulher portuguesa, porque nós não merecemos. Merecemos mais respeito e atenção porque muito de bom que o país tem é dado por nós. Continuamos a ser o maior pilar português.

Agora, só me resta lavar e guardar o lenço de lavradeira que orgulhosamente exibi em Lisboa, a capital que tão bem nos soube acolher, e esquecer para sempre a mais bela vergonha do mundo por que passei na vida.

Cristina Queirós Marante
(Vilar de Mouros)

P.S. Tudo o que afirmo aqui é verídico e pode ser confirmado junto da corporação de bombeiros de Linda-a-Pastora, junto dos responsáveis pela organização distrital deste evento (nomeadamente o IPJ), em Viana do Castelo, e pelos bombeiros municipais de Santarém, que socorreram a senhora do meu autocarro, na estação de serviço de Santarém, sentido sul-norte, por volta das 22h, e a conduziram ao Hospital de Santarém, onde permaneceu acompanhada de uma filha, não regressando a Viana do Castelo no autocarro.
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.em nome da liberdade.

7.6.06
||Parafraseando o célebre título de Goya sobre o sono da razão, se é certo que o sono da liberdade tem produzido os piores monstros, não é menos certo que a indiscriminação da liberdade engendra monstros tão ou mais abomináveis. Na libérrima Holanda activistas pró-pedofilia acabam de criar um partido que defende a liberalização do sexo com crianças, da pornografia infantil e do sexo com animais.

O NVD (a sigla do partido significa “Caridade, Liberdade e Diversidade”, o que dá uma ideia da confiança que se pode ter nas siglas partidárias) quer ver reduzida de 16 para 12 anos a idade do consentimento sexual; mas o objectivo a longo prazo do NVD, admitem os fundadores, é acabar com restrições etárias, isto é, legalizar o sexo com crianças logo a partir do dia do nascimento. Os pedófilos holandeses queixam-se de que são tratados “como se fossem criminosos” e defendem ainda a liberalização do sexo com animais (crias incluídas, presume-se). No entanto, neste caso, fazem uma reserva o “abuso” deve ser criminalizado, que é como quem diz que sexo com animais sim, mas apenas se o bicho der o seu consentimento…

Eis uma boa ideia para os pedófilos portugueses, criar um partido. Figuras gradas não lhe faltariam, nem assessores de imprensa. (Manuel António Pina in JN)
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.sms/email: enviou… pagou.

6.6.06
|| O imposto sobre as mensagens escritas, que a Comissão Europeia está a pensar criar, pode sair caro. Segundo contas do Jornal de Negócios, os portugueses teriam de desembolsar 156,44 milhões de euros, ou seja, cerca de 15,6 euros por pessoa.

Recorde-se que o Parlamento Europeu está a estudar o lançamento de um imposto sobre SMS e e-mails, para financiar os fundos comunitários. Cada mensagem escrita pagaria um imposto de 1,5 cêntimos.

Ora, segundo dados avançados pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), o mercado nacional originou 2,6 mil milhões de SMS no primeiro trimestre do ano, o que, mantendo-se o ritmo, significaria mais de 10,4 mil milhões de mensagens escritas enviadas até ao final deste ano.
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.no olhar de uma criança.

1.6.06

» Entre o Samuel e a Maria, reina hoje a alegria
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