vitamina K
Prescrita para todos os sexos e idades, pode tomar-se a qualquer hora do dia.
Não lhe são conhecidos efeitos secundários.

.doutores & engenheiros.

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|!| Numa trivial conversa de café, foi colocada em cima da mesa a recente polémica sobre a formação académica do nosso primeiro-ministro, investigada pelo Público. As atenções centraram-se mais no título pelo qual é vulgarmente conhecido – engenheiro José Sócrates – do que propriamente no seu currículo.


“Porquê chamar-lhe engenheiro, se ele não exerce essas funções enquanto primeiro-ministro?! É como chamar a um formado em medicina “doutor”, quando este é vendedor de automóveis! Ora, essa pessoa não está a exercer medicina!”


É aquilo a que chamaria a “cultura de títulos”. Senhor doutor para aqui, senhor engenheiro para acolá… As pessoas têm nome próprio, ou não?! Enfim, há, no entanto, quem faça mesmo questão. Pessoalmente sou “anti-títulos”. Já fui tratado por “Dr.” e não gostei. Frequentemente oiço “jornalista” e também não acho grande piada, apesar de estar no exercício dessas funções.


Este é um caso generalizado e que começa bem cedo. Quem é que não teve, enquanto petiz, pelo menos uma alcunha? “Quatro-olhos”, “baleia”, “pé-de-vento”, “libelinha”, são alguns “títulos” atribuídos e que substituíam os naturais João, Maria, António, Teresa. “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” e num mundo cada vez mais global, qualquer diz o número de doutores e engenheiros per capita atinge um valor tal, que ninguém se entende.


Não há nada como as coisas simples e naturais: Pedro (ponto).
4 (im)Pacientes:

"Trinca-espinhas", "pernas-de-alicate"... são só mais uns exemplos :)

Por causa dessa mesma peça no Público, hoje o dia aqui para estes lados foi agitado, mas ainda bem que me safei disso. Lê amanhã (sabes onde).

***


... e dizia eu...
também detesto esse tipo de rótulos. aó o facto de me tratarem por "você", já não é do meu agrado...

Mas enfim... ultimamente ouço cada uma... como se eu fosse mais ou menos alguém por aquilo que me chamam...

Ângela (ponto).


Gambuzina

Também já tinhamos falado sobre isso... e de facto, o Dr. e o Eng. sao pragas que aí andam.... e vieram para ficar! Tem de partir de nós, mais novos, uma nova cultura: sermos simplesmente Pedro, Angela, Verónica.... ;)


Apoiado!
Chateia-me um bocado quando não sei bem como devo tratar uma pessoa...ou melhor, como é que a outra pessoa gostaria que eu a tratasse, porque sei que há pessoas que levam isso muito a sério! Em caso de dúvida, nada que a educação e o respeito pelo outro não resolva. Ora, não quer dizer que, por não tratar aquela por Dr, ou por outro estatuto mais ou menos válido, eu lhe falte ao respeito! Irrita-me que todos tenham de competir até pelo próprio nome...afinal de contas o nome está no B.I. e não me consta que apareça algum Dr. ou Engº, ou Arqº antes do nome! Chamo-me Diana e não me parece mais ou menos que outro qualquer :P


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