vitamina K
Prescrita para todos os sexos e idades, pode tomar-se a qualquer hora do dia.
Não lhe são conhecidos efeitos secundários.

«É Preciso Saber Viver»

25.2.09
Uma (boa) dica do Show Business, para (re)começar a semana…

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Avé Mondego!

20.2.09

...os vários elementos da natureza contemplam-se: o rio que se prostra aos pés das árvores, e lhes dá de beber, enquanto estas que levantam o(a)s braço(a)s para o sol.
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O horror do vazio*

18.2.09
Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.

Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã. E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.

* Mário Crespo, jornalista, in JN (16/02/09)

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Uma espécie de webTV

15.2.09
Como já aqui tinha dito, fiz uma experiência, durante os últimos dias, com o telemóvel. O resultado foi um conjunto de cinco peças, que tentaram ilustrar um pouco daquilo que foram os Ciclos de Comunicação, promovidos pelo curso de Comunicação Social e Educação Multimédia (ESECS-IPLeiria), no âmbito da unidade curricular de Seminário.

Serviu não só para adquirir alguma experiência nesta área, como também mostrar o que se pode fazer com tão pouco. Ainda ouvi alguém comentar que “olha que a escola tem câmaras!” Certo e sabido. Porém, coloca-se-me uma questão: Então se tem, porque não as rentabiliza, potenciando assim uma das áreas da Comunicação Social? A escola tem espaços, desde a sua origem, para estúdios de TV, porém, esta, nem vê-la. Tem custos? Sim, mas se não “se pode caçar com cão, caça-se com gato”. Quero dizer… aliás, já disse no início.

Tudo isto converge para uma série de outras questões: Que alunos se estão a formar? Para quê? Para quem?

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World Press Photo of the Year: 2008

13.2.09
[+info]
© Anthony Suau (AP for Time)
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Quando os “grandes” seguem os “pequenos”

12.2.09
No habitual folhear da imprensa regional, deparei-me com um pormenor pouco habitual:

U. Leiria sem derrotas em 2009
Ano novo vida nova
Foto: Cássio festeja golo
Legenda: “Cássio marcou três golos no último jogo e já é o melhor marcador da equipa”
Entrada: “Duas vitórias e um empate, em três jogos, são o saldo da U. Leiria, em Janeiro. No primeiro dia do mês seguinte, nova vitória na Liga de Honra (ver resultados). Uma boa entrada no novo ano, que poderá moralizar a equipa rumo ao objectivo que definiu no início da época: subir de divisão.” in O Mensageiro, 5 de Fevereiro, p. 15

Depois do reveillon tudo corre bem para a União de Leiria
Ano novo, vida nova
Foto: Cássio festeja golo
Legenda: “Golos de Cássio fazem acreditar na subida de divisão”
Entrada: “Cinco jogos, quatro vitória e um empate. O maior activo da SAD, Fernando, foi vendido, mas o substituto Ricardo tem estado em grande na baliza. O ponta-de-lança Cássio afinou a pontaria, marcou cinco golos e foi eleito jogador do mês da II Liga pelo Sindicato dos Jogadores. Surge, também, Mamadou Tall, jogador do Burkina Faso, que passou de não convocado a esteio defensivo.” in Jornal de Leiria, 12 de Fevereiro, p. 41

Deliciei-me, sobretudo com a leitura. Não que o primeiro título – mais antigo que o segundo, mas com uma estrutura mais reduzida – tenha detido qualquer exclusivo. Simplesmente explorou um ângulo diferente, na sequência de mais um jogo. Foi de tal forma “interessante” a abordagem, que o segundo resolveu seguir as pisadas do primeiro. Espaço a mais ou escassez de notícias?
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Está bem... façamos de conta*

11.2.09
Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

* Mário Crespo, jornalista, in JN (09/02/09)

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Há uma primeira vez para tudo

10.2.09
Peguemos num telemóvel e juntemos-lhe alguma vontade de explorar as potencialidades audiovisuais do mesmo. Seguidamente, damos uso ao editor de vídeo incluído no sistema operativo de um qualquer computador (pc), ao qual juntamos um outro, a colher na net (licença freeware), para editarmos o som, a captar por um vulgar microfone.

Exceptuando as horas impróprias de edição e um timbre pouco adequando a esta realidade, eis o resultado da primeira experiência…

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Para quando um clássico sem casos?

10.2.09
Uma semana, dois clássicos, os mesmos protagonistas. Se há coisa que não gosto de ver em jogos entre os "grandes" do futebol português, são casos. Que tal jogos "limpos", sem expulsões e influências da equipa de arbitragem?

Primeiro, o Sporting x Porto, para a Taça da Liga, jogo em que apenas vi os lances chave. Entre eles, duas grandes penalidades que não existiram (ainda que a primeira tenha sido mais flagrante que a segunda). Acabou por ganhar (4-1) a equipa da casa, como já se esperava, atendendo às circunstâncias que envolveram o calendário de ambas as equipas, preparação física, rotinas e local do jogo.

Seguiu-se o Porto x Benfica, para a Liga, com novo protagonismo do árbitro. Sai mais uma grande penalidade. Ainda se poderia admitir um mau posicionamento do árbitro, para a decisão infeliz, no entanto, não foi o caso, já que este se encontrava a cerca de dois metros e de frente para o lance. Portanto, só ele é que viu motivos para assinalar a grande penalidade. No final, deu empate (1-1), justo, num jogo em que a equipa que estava em vantagem não merecia sair do "Dragão" com os três pontos, diga-se.

Contraditório foi o técnico azul-e-branco, ao afirmar que espera, contra o Sporting, conseguir "um resultado mais feliz do que o desta noite." Correcção, mister Jesualdo, se houve uma equipa feliz no Porto x Benfica, foi a sua. Pode agradecer ao "S. Pedro (Proença)".
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JORNALICES take dois

8.2.09
Há coisa de dois anos, lançava, na blogosfera, mais um espaço, neste caso dedicado ao mundo do jornalismo e que pretendia ser “uma “montra” para todos aqueles que um dia querem ser (ou já são) fazedores de notícias”.

Alguns interregnos depois, regressa para ser um espaço de debate, para os que quiserem abordar o assunto. Estudantes, docentes, profissionais e/ou apaixonados do jornalismo… Depois de ler alguns testemunhos e preocupações dispersos pela worl wide web, considerei que seria útil juntar, no mesmo espaço, todos os contributos, importantes, que aqui e ali vão surgindo.
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Novos media

6.2.09
…ou novas formas de comunicar, de discursar, “jornalisticamente” falando.

aqui registei um dos muitos olhares atentos às mutações que ocorrem, a cada instante, na “aldeia global”, ao nível da comunicação. A Internet é a principal ferramenta. Mas não é uma qualquer.

Luiz Carvalho fala de “uma nova tecnologia para uma nova linguagem”, ao nível da comunicação, ao relatar uma experiência vivida esta tarde. Curiosamente, acabamos por nos encontrar e falar sobre um ou outro tema relacionado com a profissão, mas sobretudo do motivo que levara a Leiria: jornalismo on-line.

Uma realidade que ultrapassa fronteiras geográficas e demográficas, graças à multimodalidade que nos leva à “emoção da notícia”.
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Nós por cá

3.2.09

Há dias, fui interpelado por uma colega de praça, que já anda nestas andanças há muito mais tempo, que exclamou: “és a única pessoa que critica os meus trabalhos!” Surpreendido, ouvi ainda: “…mas ainda bem.” A troca de impressões prolongou-se por alguns minutos, onde a auto-regulação, porque era disso que se tratava, foi abordada. Isto porque a comunicação social também tem a sua “ASAE”… ou pelo menos, assim pretende ser.

Hoje, tive acesso a duas reflexões interessantes: uma sobre a precariedade no meio e outra sobre o próprio meio, segmentada ao nível regional. Estas, fizeram-me recuar precisamente uma semana, naquele que foi um dia particularmente activo, com a apresentação do estudo sobre a radiodifusão local apresenta novos dados de análise para o sector, antecedido do arranque de um ciclo de encontros com a imprensa regional, cujos conteúdos apresentados, tive hoje acesso.

Nada de novo é o que me apraz dizer. Uma visita ao website da entidade e ter-se-ia acesso às preocupações existentes, bem como às diligências tomadas. Por outro lado, do falar ao concretizar as directivas sobre publicações de textos de resposta e de rectificação na Imprensa ou Publicidade em Publicações Periódicas, vai uma grande distância. Para tal, seria necessária a mobilização de todos: dos profissionais, que deveriam de ser os primeiros a dar conta dos incumprimentos (auto-regulação), dos leitores, telespectadores e ouvintes, que, na generalidade, pecam pela passividade (também se admite ignorância sobre determinadas matérias), e, por fim, da própria entidade, que deveria de reforçar a atenção nos órgãos sedeados nos pequenos centros. Estes, precisamente por não serem tão mediáticos como os nacionais, poderão ser os principais incumpridos (por desconhecimento da lei, o que é grave, ou má-fé, que ainda é pior). É só ler algumas deliberações referentes a títulos regionais, para se perceber as “borradas” que se vão fazendo aqui e ali, só porque se é proprietário ou director do jornal XPTO e, por isso, não há satisfações a dar a ninguém (e aos leitores, para quem se escreve e se assume um compromisso – Estatuto Editorial?).

Estava para escrever mais umas linhas, de outros fenómenos que se vão assistindo, mas fica para uma próxima oportunidade.

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