vitamina K
Prescrita para todos os sexos e idades, pode tomar-se a qualquer hora do dia.
Não lhe são conhecidos efeitos secundários.

.diz o senhor director do IPS.

|SOCIEDADE| Recentemente, recebi, por o email, um “alerta” vindo de uma pessoa amiga que trabalha no Instituto Português de Oncologia (Coimbra), no sentido de esclarecer o conteúdos dos habituais “pedidos de ajuda”. Hoje, foi a vez do director do Instituto Português do Sangue, José d´Almeida Gonçalves. Apesar de não subscrever, na totalidade, o seu “comunicado, aqui fica mais um esclarecimento de quem sabe como as coisas funcionam.

«A Senhora é mais uma das pessoas de boa-fé que está a ser enganada por “gente” sem escrúpulos e que brincam com coisas muito sérias. Lançam na rede dos e-mails um pedido FALSO, feito ao jeito de “cortar-o-coração-do-menos-sensível”, provavelmente para se deliciarem com a rápida “bola-de-neve” que um apelo destes origina e o envolvimento de tanta gente a querer acudir por natural solidariedade humana.

Todos os e-mails a pedir sangue são FALSOS; são produzidos e libertados em anonimato, dando referências FALSAS (por exemplo: telemóveis com números não atribuídos ou inactivos, direcções que não existem, nomes falsos, doentes que nunca existiram, em hospitais que nunca os tiveram. etc.). E este, neste caso, não tem referências: nome? Família? Hospital? O número de telefone, ali indicado, está inactivo. Trata-se deste caso como?

UMA PRAGA!!! UMA BRINCADEIRA DE MUITO MAU GOSTO!!!

O Instituto Português do Sangue tem toda a responsabilidade de conseguir os componentes sanguíneos para os doentes e traumatizados, que daqueles precisam. E tem reservas de sangue para isso. E quando não, tem mecanismos de encontrar e alcançar esse sangue na Rede Nacional de Transfusão de Sangue. Não se pede sangue à toa por e-mail. Temos, felizmente, organização nacional bastante para suprirmos dificuldades momentâneas.

De resto o grupo de sangue B Rh-, nem é tão difícil, assim, de conseguir e um bébé só consome pequenas quantidades, de cada vez, de uma unidade de sangue dada por um dador, em função do seu próprio tamanho. Desculpe a extensão deste texto e peço a V. Exa. que, dentro do que lhe for possível, contrarie e informe os incautos, que caem de bom coração nesta iniciativa.

Com os melhores cumprimentos,
José d´Almeida Gonçalves,
(Director Instituto Português do Sangue)»
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