vitamina K
Prescrita para todos os sexos e idades, pode tomar-se a qualquer hora do dia.
Não lhe são conhecidos efeitos secundários.

.mesmo assim.

|SOCIEDADE| Ainda na sequência da famosa nomeação de uma assessora para a «manutenção dos conteúdos da página oficial do Ministério da Justiça», e que aufere a módica quantia de 3.254,00€ mensais, “Mano Pedro” comentou o seguinte no blog verbo jurídico:
«A propósito de contenção na despesa pública e do despacho do Sr. Ministro da Justiça que nomeou uma assessora para manter o site do MJ, cumpre dizer que, se estivéssemos num país a sério, o Sr. Ministro, no mínimo, arriscava-se a ser chamado à pedra por forte suspeita de delapidação de dinheiros públicos.

Vejamos:
O Ministério da Justiça tem uma coisa chamada ITIJ (Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça). Ocupa um edifício de 7 ou 8 pisos. Trabalham lá mais de cento e tal almas, a grande maioria delas, supostamente, especialistas na área da informática.

Tem um organigrama cuja dimensão pede meças aos gigantes da informática, tipo IBM, Microsoft, Oracle e outras. Aquilo tudo fica ao Estado, que é como quem diz, ao nosso bolso, em muitas dezenas ou centenas de milhares de contos por mês.

Então (e aqui até estou a dar um grito capaz de acordar a vizinhança) naquela mastodôntica estrutura de tecnologia informática não haverá um raio de uma alminha, uma só que seja, que saiba o suficiente de web sites para dar uma mãozinha na manutenção de um site tão indigente como o do MJ, sem se gastar nem mais um tostão?

Foi preciso contratar uma assessora a quem pagam mais de 600 contos por mês só para "manter" o site? Para que raio serve o ITIJ se não for para coisas básicas e comezinhas como manter um site do próprio Ministério de que depende?

Isto é gravíssimo e a solução só pode ser uma de duas: ou o Ministro emenda a mão, demite a assessora e incumbe o ITIJ de manter o site, visto que é quem tem o dever legal de o fazer, ou então extingue o ITIJ imediatamente posto que parece não servir para coisíssima nenhuma, nem mesmo para executar uma tarefa tão básica como seja manter um simples site como o do MJ – coisa que qualquer estudanteco de informática estaria disposto a fazer à borla só para manter o treino e fazer currículo... As duas coisas – a assessora (salvo seja, que nada tenho contra a senhora) e o ITIJ – é que não podem continuar!

É uma V E R G O N H A!»
É certo que o papel desta assessora passará também pela supervisão dos conteúdos, isto é, corrigir eventuais erros que surjam nos documentos que sejam para colocar online. O mesmo será dizer que tem que ter formação jurídica para tal, mas ainda assim… 3.254,00€?! A título comparativo, saiba-se que o «salário ilíquido de um Juiz do Tribunal de 1.ª Instância (em início de carreira) é no valor de 2.355,87€, portanto inferior ao salário da dita assessora, que não tem, designadamente, nem a responsabilidade funcional, nem o risco, nem as restrições pessoais e estatutárias, de exclusividade, obrigação de residência e restrição de ausência da área de circunscrição, a que todos os Juízes estão sujeitos».
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